sexta-feira, 23 de outubro de 2009

AUTISMO INFANTIL 4ª edição

MEU FILHO NA ESCOLA





















Em Fevereiro de 2009, Gustavo foi matriculado na Emei Décio Trujillo na 1ª face. E como toda mãe, há uma preocupação muito grande e várias perguntas, tais como:

-será que meu filho vai gostar da escola?

-será que vai chorar? Ou vai gostar da professora? Enfim... vários serás.

Mas o Gustavo ao contrario das demais crianças é especial Gustavo foi diagnosticado com (TID) Transtorno Invasivo de Desenvolvimento, ou seja, Autismo Infantil.

A palavra Autismo significa: “-fenômeno patológico caracterizado pelo desligamento da realidade exterior e criação mental de um mundo autônomo”. Pois bem minha preocupação era então em dobro, pois ele iria começar a freqüentar a escola, começar a despertar para o mundo e enfrentar preconceitos também, sabemos que vivemos numa sociedade que nos impõe regras e padrões que muitas vezes nos são imposto e por isso fiquei preocupada se a escola iria entender o jeito do Gustavo da maneira que ele vê o mundo, com o seu modo de ser diferente. Até então, Gustavo não sabia se comunicar muito bem, não sabia pedir água ou até mesmo ir ao banheiro. Ele sempre nos levava até o objeto que ele queria, até hoje é assim, mas agora a gente não dá mais as coisas na mão dele a gente o faz pedir. Antes só sabia chorar e gritar e cair no chão, ou simplesmente não fazer nada enfim, ainda hoje ele faz essas coisas, mas não com tanta freqüência. Fui então conversar com a Diretora da escola a qual esta me deixou muito tranqüila em relação a escola e que ele terá todo o suporte e cuidado.

Levei-o até a sua professora para que ela também o conhecesse, e qual foi a surpresa dela. Ela pensou que o filho fosse um cadeirante ou síndrome de down, e ela não sabia como lidar com uma criança aparentemente norma com aspecto Autismo. Cheguei a ir para escola nos primeiros dias e ficar na sala de aula para ajuda - lá a conhecer melhor o Gustavo e mostrando para ela o que significava cada gesto dele, exemplo: quando era xixi ou água, mas percebi e até comentei com ela que eu estava atrapalhando o desenvolvimento da sala e até mesmo dela saber lidar com essas dificuldades de comunicação com meu filho.

Foi aí que percebi que ajudaria mais trocando informações minhas com ela e com a Diretora poderíamos ter resultados melhores. Estou feliz com meu filho e com a escola, pois nós aqui de casa estamos percebendo a melhora dele a cada dia, dentro de seu limite é claro e entendo hoje que Gustavo está tendo progressos na escola e em casa, pois estamos trabalhando em conjunto.

Hoje ele pede água, ele atende a voz de comando da professora ele se sente protegido com ela. Ele sabe a hora de ir embora , ele sabe que quando faz algo que não deve a professora vai chamar sua atenção. E em casa também é assim.

Gustavo precisa é do básico que para mim é fundamental: é ser respeitado e amado. E sinto de verdade que esta escola desde o segurança, as merendeiras, as meninas da secretária em especial a “anjo da guarda do Guto a Eliane que sempre me atende com afinco.

E em especial a Diretora e a professora Adriana por todo carinho, cuidado e dedicação que ela teve pelo Gustavo e tenho certeza que meu filho ensina muita coisa pra ela, e ela sabe do carinho e amor que Gustavo meu querido e amado filho sente por ela. Preocupo-me sim com a questão da alfabetização, se ele vai aprender ou não; sei que ele precisa de materiais diferenciados; sei também o quanto que ele gosta de pintar, sei que ele vai me surpreender e muito.

E só quero que meu filho mais que especial seja uma criança feliz e que sinta amada.

Sem mais

Andréia Lima

Mãe do Gustavo

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